sábado, 2 de abril de 2016

O AMOR INCONDICIONAL DE DEUS!

"Um par de mãos começou metodicamente a escavar o solo solto, movendo-o em uma pilha. Quando uma quantidade suficiente de terra tinha sido colocada na pilha, as mãos começaram a mover rapidamente a terra em volta. O barro começou a tomar uma forma nunca vista até então. Quando atingiu a forma desejada, o Criador se abaixou, olhou com aprovação para ela e colocou a boca sobre seus lábios de barro. Ele respirou, forçando o ar para dentro do vaso que tinha formado. De repente, por milagre, a forma respondeu a respiração e saltou para a vida. Adam estava ciente de que era a culminação e o clímax da criação que o Criador acabara de formar, e teve uma ligação especial com Ele, uma relação de amor" (Gênesis 2:7).
"E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem permanece no amor está em Deus, e Deus habita nele". 1ª João 4:16
Deus é amor. Poucas pessoas hoje em dia entendem o que é o verdadeiro amor e não compreendem a incondicionalidade do amor de Deus ao enviar Jesus ao Calvário para morrer por nossos pecados. O amor de Deus é incondicional, ou seja, não importa quem você é, nem o que você tem feito, Deus ama você!
Deus não nos ama pelo que somos; mas sim, pelo que Ele é! Da mesma forma, devemos amar os outros pelo que somos; e não por causa do que eles são, nem pelo que fazem, nem o que pensam. O amor de Deus é incondicional. Nós devemos amar nossos/nossas cônjuges, não por causa do que eles/elas são ou o que fazem; mas sim por causa de quem somos. Amo todas as pessoas, mesmo meus inimigos/inimigas, por causa do amor de Deus em meu coração.
"E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado". Romanos 5:5.
Amo você, quem quer que seja, e quero dizer isso!

A própria natureza de Deus é amor.
Muitos volumes de livros já foram escritos sobre as características de Deus, mas quando se destila para as suas maiores características de base: Ele é amor (1 João 4:8), Vida (Apocalipse 22:1), e santidade (Salmo 99:9). E, na realidade, sua vida e santidade baseiam-se, e são uma expressão de seu amor: o amor dá, por isso Ele dá a vida; o amor deseja o melhor, e assim prossegue sua santidade.
O amor não é algo que se escolhe fazer ou dar. É a essência de quem Ele é. Ele não apenas ama, Ele é o amor (1 João 4:16). O amor é a maior e a  mais pura essência de quem uma pessoa é e sua expressão adequada traz satisfação.
No entanto, o amor dEle não é como o que expressamos em nossa cultura hoje: um amor de conveniência e ego. Isto é, "Eu vou te amar enquanto você agregar valores a minha vida e me agradar. Quando isso acabar, o mesmo acontecerá com meu amor". Para muitos, o amor é condicional. As condições podem ser diferentes, dependendo do relacionamento, mas ainda existem condições a serem cumpridas, a fim de "ganhar" nosso amor.
O amor incondicional de Deus nunca falha (Salmos 52:8), dura para sempre (Salmos 106:1), é espontâneo (Provérbios 30:5), e não motivado por ganho pessoal (1 João 3:16). "O amor Intenso não se mede, ele só dá" (Madre Teresa).

O foco do Amor de Deus é Redentor.
Diariamente, Adão e Eva andavam com Deus, até o desejo de prazer superar o amor por Deus (Gênesis 3). Esta ruptura no relacionamento exigiu redenção.
O amor de Deus (e o nosso próprio) não é um ideal abstrato, mas uma realidade concreta que encontra expressão. Amor que não é expresso através da doação de si mesmo, da ação prática e do sacrifício não é amor. O amor deve atender às necessidades emocionais, físicas e espirituais da pessoa amada. É certo, traz vulnerabilidade, e busca o bem maior da pessoa amada (1 Coríntios 13:4-7).
O Amor incondicional e intenso de Deus pela humanidade caída motivou o plano da salvação (Apocalipse 1:5). Simplesmente, a salvação é Deus nos fazendo todo e completo. É a cura da alma, que nos traz de volta ao estado de Adam, quando Deus lhe dá a vida e lhe faz alma vivente. A separação de Deus, causada pelo pecado, é a separação da vida. Uma pessoa pode ter uma vida biológica, mas não a quantidade de vida que Deus deseja para nós.
O amor de Deus traz purificação, liberdade e integridade. O verdadeiro amor é libertador, não restritivo. Isso não nos dá uma licença para o pecado, mas a liberdade de servir a Deus completamente, motivados/motivadas pelo amor e poder do Espírito.
O amor de Deus motiva sua compaixão e misericórdia (o amor em ação). Seu amor traz transformação. Normalmente, no batismo, o ministro cita Mateus 28:19 e batiza "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Nós batemos palmas, levantamos nossas mãos pedimos verdade sobre o evento. É mais do que uma expressão pública de fé. No batismo somos imersos no próprio caráter do Pai (amor), o caráter do Filho (graça) e o caráter do Espírito Santo (comunhão) (2 Coríntios 13:13).
A salvação é baseada no amor de Deus e em sua misericórdia, não em nossa dignidade (Tito 3:4-5). Uma resposta (à imagem de Jesus Cristo na cruz) é nos oferecermos como sacrifício vivo a Deus (Romanos 12:1).

A Meta do Amor de Deus é o Relacionamento.

O amor requer relacionamento, como uma força dinâmica e presente, procurando naturalmente expressão. Simplificando, o amor ama! E, para fazer isso, deve haver um objeto desse amor ou torna-se incompleto. O amor de Deus é revelado em nos ter criado à Sua própria imagem (uma posição de responsabilidade diante de Deus) e semelhança (liberdade moral) (Gênesis 1:26-27; Jó 33:4). Parte dessa imagem e semelhança é a liberdade de escolha. Podemos optar por aceitar e abraçar o amor de Deus ou podemos optar por ignorar ou rejeitar. Fomos formados a partir da terra, mas por causa do grande amor de Deus por nós, recebemos Seu sopro, com sua vida intrínseca e inerente. Esta vida nos dá a capacidade e desejo de estar em um relacionamento (entendimento, auto consciência, capacidade de ter comunhão) e amar em troca. Viver em Deus é viver em amor (1 João 4:16).

Nosso relacionamento com Deus é um passo íntimo. Ocorre um conhecimento sagrado e expressivo. Conhecê-lo intimamente é abrir a porta para a revelação e realização. Ele traz mudança/transformação, mudança de essência, expressão, comportamento, desejo, identidade e segurança. A ligação é tão forte que Deus diz que uma mãe pode até abandonar seu filho, mas Ele nunca abandonará (Isaías 49:15-16). Ele é a melhor mãe!

Quando refletimos sobre a intensidade de nossa relação com Deus, às vezes, muitas dúvidas surgem. Podemos manter nossa parte no acordo? De grande conforto (e um desafio urgente) é o pensamento de que nossa relação com Deus não é a soma de nossa atividade dirigida a Ele, nossa obediência a seus desejos, ou nossas atitudes para com sua vontade e seus melhores desejos por nós. Ele nos amou primeiro, o que nos permite responder de forma adequada a seu amor (1 João 4:10-11). E Seu amor (e capacidade) nunca falha.

Um jovem estudante perguntou a Karl Barth qual a verdade teológica mais importante que tinha descoberto em todos os seus anos de estudo. Barth, um dos teólogos mais prolíficos do século XX, escritor de cerca de sessenta volumes de comentários e estudos teológicos, reconhecido por muitos como o teólogo mais importante dos tempos modernos, pensou por um instante, sorriu e disse: "Jesus me ama, isso eu sei, pois a Bíblia me diz assim".

Nada, absolutamente nada, pode nos separar do amor de Deus! (Romanos 8:35-39).