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segunda-feira, 25 de julho de 2016

OS HIPERTEXTOS: A EXISTÊNCIA DO INFERNO PARTE FINAL


Hoje, será que os homens dizem "conhecer a verdade", que "falam de Deus" com êxtase e proclamam que Jesus salva, sabem realmente o que significa um Salvador amoroso que salvará todas as pessoas, por ser capaz de salvá-las? Ou querem dizer que Jesus é capaz de salvar todas as pessoas, mas é tão mesquinho que só salvará uns "poucos escolhidos"? Ou querem dizer que Jesus é incapaz de salvar as pessoas por si mesmo e, por isso precisa da ajuda dos seres humanos? Jesus é o amoroso e um Salvador soberano, ou um egoísta mesquinho que, deliberadamente permanece oculto na história das pessoas que não acreditam nele? Ou ainda, um inepto ajudante, que deixa a parte mais difícil da salvação para os seres humanos, perdendo a maioria das pessoas que ele ama para um "inferno eterno"? Os cristãos e cristãs que afirmam serem beneficiários da graça soberana de Deus, são alvos por uma fé má intencionada que transforma Deus e Jesus em monstros, ou são salvos pela fé de Jesus em Deus? Qual é a fé superior?
Curiosamente os cristãos que afirmam "conhecer a verdade", e, "falam de Deus", não parecem saber as respostas para as perguntas mais simples sobre salvação. Eles confiadamente afirmam que a salvação é pela graça, e não pelas obras, pois nenhum ser humano é capaz de ganhar o céu. Mas, em seguida, insistem que uma vez que as pessoas são salvas, têm de se arrepender continuamente, confessar e se esforçar para se tornar perfeito. Muitas vezes não permitem que pessoas LGBT ou pessoas que "vivem em pecado", se tornem membros de sua igreja. Mas isso faz algum sentido? Proibir as pessoas de frequentarem as igrejas terrenas, se Deus vai recebê-las no céu?

É certo que não. Assim, parece que as pessoas não acreditam realmente na salvação pela graça. É possível que um Deus onisciente, tenha dado os meios de salvação, mas os tornou tão complicado que, mesmo depois de mais de 2000 anos, seus discípulos ainda não tenham ideia de como alguém pode ser salvo? A salvação é simples, ou é tão complicada que, religiosos não possam explicá-la? Deus fez a salvação tão incrivelmente complicada, ou foi o ser humano que a complicou? Como podem esses charlatões falarem por Deus, dizerem que os seres humanos precisam ser salvos de um "inferno eterno", que o Deus da Bíblia e seus profetas nunca mencionaram? Devemos acreditar nas pessoas que blasfemam em nome de Deus e de Jesus, ou devemos desafiá-los a provar sobre um "inferno" que a Bíblia não deixa nítido, desde seu começo até o final? Se não podem provar o "inferno", não deveriam arrepender-se e mudar suas crenças blasfemas? Porque cristãos e cristãs que acreditam e professam o amor, a graça, compaixão e o perdão de Deus são tão intolerantes com outras crenças? E muitas vezes até com outras que professam o mesmo cristianismo? Por que católicos queimaram protestantes na fogueira como hereges? Por que, quando protestantes americanos ganharam o controle do governo dos EUA, desencadearam uma série de horrores contra americanos nativos e escravos negros? Tudo se resume na incapacidade dos cristãos e cristãs fundamentalistas de realmente acreditarem nos principais artigos de sua fé: amor, compaixão, graça, justiça e perdão. Devemos ter medo dessas coisas? Se essas devem ser as características de um ou uma cristã, para que ter medo de um "inferno eterno"?

Obviamente eles/elas temem por si mesmos/as e por seus/suas entes queridos/queridas. Se você acredita que Deus pode torturar sua/seu filho/filha no "inferno" por toda eternidade, ou deixá-la/lo para ser torturado/torturada, sobre errôneas crenças baseadas em um obscuro dogma religioso, como pode realmente acreditar no amor, graça, justiça, perdão e compaixão de Deus? Não é esse medo a causa de "santos/santas" terem sido queimados/queimadas na fogueira durante a Idade Média, sobre o ponto de vista do dogma religioso, e, que hoje, espiritualmente, acontece a mesma coisa, condenando-os/as ao "inferno"? Por que a Igreja Católica queimou "hereges" na fogueira? Por duas razões principais: (1) os católicos desconfiavam que Deus iria queimar as pessoas no "inferno" por toda eternidade, por não professarem as crenças "corretas", acreditavam que faziam o que Deus iria fazer, só que, em uma escala menor; e (2) a Igreja Católica estava muito mais interessada em preservar seu poder temporal e, sua capacidade de gerar receitas, do que com as mensagens de Jesus e de seus profetas hebreus, que pregavam a pratica da compaixão e justiça social.

É certo que não é nada "compassivo" queimar alguém na fogueira por qualquer motivo, muito menos por não acreditar em Deus ou Jesus, esses são apenas pequenos demônios retratados do cristianismo fundamentalista. Infelizmente, os protestantes foram tão irracionais e cruéis quanto os católicos. O Calvinismo, com sua terrível doutrina da predestinação (que afirma que alguns seres humanos foram criados para serem "vasos de glória", enquanto outros foram predestinados a serem panelas de urina "vasos de destruição") torna a religião incrivelmente obscura. Os puritanos, por sua vez, colocaram seus ferros quentes nas línguas dos pacíficos Quakers por não subscreverem sua obscura teologia. Parte da Igreja Protestante hoje, continua ensinar a predestinação, juntamente com uma combinação de fé, graça e obra. Mas, obviamente, se o destino da pessoa está determinado dede antes de seu nascimento, não há necessidades de fé e obras. Os/as cristãos/cristãs tentam acreditar em tanto mau, absurdos e coisas contraditórias que acabam tendo pequenos feixes de uma confusão selvagem. Que diabos estão ensinando a seus filhos e filhas? Como esses ensinamentos estão afetando o desenvolvimento deles e delas?

Como alguém pode ser predestinado a condenação eterna, se o Deus da Bíblia nunca mencionou um "inferno eterno" para Adão e Eva (os pecadores originais), nem a Caim (primeiro assassino), nem a Noé (personagem do grande mal que resultou na inundação), nem a Abraão (pai do judaísmo, islamismo e cristianismo), nem a Jacó (que se tornou Israel), nem a Moisés (O homem da entrega da Lei e suas punições), nem a qualquer um dos profetas hebreus? Depois de anunciar nitidamente que a pena para o pecado seria a morte, alguma vez, falou em trocá-la por uma nova pena muito mais drástica? Por que esperou milhares de anos para anunciar a existência de um "inferno", e ainda, ter se esquecido de informar aos grandes pregadores do cristianismo primitivo, Pedro, Estevão e Paulo sobre a criação e o porquê dele? Se houvesse um "inferno", por que Pedro e Estevão não alertaram os homens que assassinaram Jesus sobre o perigo que corriam de acabarem em um "inferno eterno"? Se Jesus era realmente o filho de Deus e, existisse um "inferno eterno", por qual motivo não explicou sua criação e finalidade, e, como as crianças poderiam evitá-lo, e, se havia uma "idade da razão" e a necessidade de "batismo infantil"? Onde, em toda a Bíblia, existe um verso que fala sobre a mudança de pena de morte para o "inferno", criado em tal dia, para tal motivo? Não existe tal verso. Como Deus pode ser considerado "justo", se foi o criador do "inferno eterno", e nunca mencionou sua criação, e, o por que ou como ele pode ser evitado? Faz algum sentido dizer: "Você tem que acreditar em Jesus para ser salvo de um lugar terrível que eu esqueci de mencionar por milhares de anos, e, nunca mencionei a bilhões de pessoas que devem morrer, depois acordar em uma câmara de tortura eterna que nunca sonharam existir?" Isso seria o cumulo do mal e da injustiça. Esta é a sabedoria de Deus? Ou apenas maldade e loucura do ser humano?

O conceito cristão da predestinação seria a cura de todos os males, se pregasse que Deus predestinou cada criatura que já viveu, sofreu e morreu para um final feliz. Que tipo de monstro iria permitir que qualquer pessoa nascesse, sofresse e morresse, apenas para acordar em um "inferno eterno", onde o sofrimento incessante não serviria para nenhum propósito? Que tipo de ser causaria ou permitiria uma punição incessante, sem propósito, se fosse capaz de impedir? Se Deus é capaz de me salvar, quando não posso fazer isso, escolheria Ele virar as costas para mim? Seria como um médico que permite que seu paciente se contorça de dor ao invés de administrar um antídoto que não lhe custaria nada fornecer. Se Jesus foi capaz de salvar o ladrão da cruz com um aceno de cabeça, por que não acena sua cabeça para todos e todas? A salvação é fácil para um Deus supremo ou é impossível? Juízes terrenos distribuem penas de prisão por serem incapazes de mudar a natureza humana. Mas os cristãos afirmam que Deus é capaz de aperfeiçoar a natureza humana, de modo que os seres humanos que são imperfeitos nesta vida, podem entrar perfeitos no céu perfeito. Mas um Deus que é capaz de aperfeiçoar a natureza humana pela graça, obviamente, não precisa de uma câmara de tortura eterna. Nem qualquer ser humano de bem, julgaria alguém a ser torturado por um segundo, muito menos uma eternidade. O objetivo do encarceramento é corretivo e protecional, não uma irracional punição incessante. Portanto, a questão pertinente é: como pode qualquer ser humano entrar em um céu perfeito? Se os seres humanos podem entrar em um céu perfeito, é, apenas por terem sido aperfeiçoados pela graça de Deus, então, por qual motivo Ele não demonstraria essa graça a todos e todas? E, de fato, os profetas hebreus afirmaram que no final, Deus salvaria a todas as pessoas, todo o Israel, junto com o povo de Sodoma, Samaria e outras nações gentílicas. Muito antes do nascimento de Jesus, o Rei Davi (um assassino em massa que matava toda mulher quando "feria uma terra" e, ordenou o abate de coxos e cegos quando Jerusalém foi tomada pelos Jebuseus) disse que Deus simplesmente não lhe imputaria o pecado. Se seriais-kilers, como Moisés, Josué e Davi entrarão no céu, como a maioria dos cristãos acreditam, então por que não entrarão todos e todas? Se Deus é capaz de salvar pela graça, e nenhum ser humano pode salvar a si mesmo, seria a maior injustiça imaginar que qualquer ser humano fosse para o "inferno". Por outro lado, se Deus não é capaz de salvar, ninguém deveria chamá-lo de Salvador. Vocês toleram o que Moisés, Josué e Davi fizeram, quando assassinaram mulheres, crianças e deficientes, de acordo com a Bíblia?

De modo nenhum. Obviamente nós criamos o "inferno" na terra quando praticamos injustiças terríveis contra inocentes indefesos. Tenho feito o meu melhor para nunca prejudicar o próximo, emocionalmente ou psicologicamente. Enquanto pretendermos ser perfeitos, nunca nos aproximaremos remotamente dos atos malignos de Moisés, Josué e Davi. Se Deus os salvará pela graça, não vejo nenhuma razão para Ele não me salva também pela graça, para não mencionar as pessoas muito mais merecedoras, como Gandhi. Se Deus me salvou pela graça, mas se recusou a salvar um santo como Gandhi, seria o cúmulo da injustiça, e eu, preferiria deixar de existir do que saber que Gandhi iria sofrer interminavelmente. É possível que um homem mortal seja mais compassível do que Deus, ou tenha um sentido mais desenvolvido de justiça que Ele?

Se Deus é capaz de salvar pela graça, por que precisa da crença humana? Por que Deus não pode ter fé em si mesmo, mesmo que a fé humana fique aquém de uma fé perfeita? Se Jesus tinha fé em Deus, porque Deus não se satisfez com a fé dele, mesmo que minha fé vacile em face ao silêncio e ocultação perpétua de Deus? Como Jesus poderia aplaudir o bom samaritano, um homem de uma religião "errada" que mostrou compaixão por um homem da religião "certa", se ele próprio se recusa a ser um bom samaritano? Isso não faria de Jesus um hipócrita? Como Jesus poderia criticar os sacerdotes judeus que viraram as costas para o homem da parábola do bom samaritano, se vai virar as costas para os bons samaritanos de outras religiões e os que não tem religiões? Como Jesus poderia criticar as práticas hipócritas dos fariseus e, em seguida, praticar algo ainda mais cruel, a hipocrisia mais vil que se possa imaginar? A Parábola do Bom Samaritano coloca o dogma de lado para ajudar um homem necessitado. Jesus é um monstro hipócrita, ou existem terríveis falhas blasfemas no dogma cristão fundamentalista?

Felizmente, o Deus da Bíblia e seus profetas hebreus nunca disseram que alguém iria para o "inferno". Nem há qualquer menção de um lugar chamado "inferno", em qualquer um dos livros de São Paulo, o grande evangelista, ou no Livro de Atos, a história autorretratada da igreja primitiva cristã. "Inferno", foi uma adição muito tardia (e muito desajeitada) no Novo Testamento. "Inferno", foi adicionado a Bíblia por uma razão muito simples e óbvia, para forçar as massas inferiores, pobres e ignorantes a obedecer aos caprichos dos imperadores romanos. Mas os homens que desajeitadamente enfiaram o "inferno" na Bíblia são os Trapalhões da teologia, pois esqueceram de relatar o anuncio da criação ou finalidade do mesmo! Os homens que acrescentaram "inferno" na Bíblia de forma tão desajeitada, eram idiotas e maus. Por que alguém deveria acreditar em um sujeito desses? Como Deus pode ser considerado amoroso, compassivo, sábio e justo, se envia pessoas ao "inferno"? Ele se esqueceu de anunciar o inferno e, ainda não anunciou. Não há nenhum versículo na Bíblia que anuncie a criação do "inferno", seu objetivo, ou mesmo, como poderia ser evitado.

Isso faz algum sentido?

A maioria dos judeus nunca acreditaram em um "inferno eterno". Os primeiros cristãos e cristãs, também não parecem saber nada sobre o "inferno". O livro de atos registra os sermões de Pedro, Estevão e Paulo, palavra por palavra, mas mesmo quando Pedro e Estevão falaram diretamente com os homens que exigiram a morte de Jesus, apenas quarenta dias após a ressurreição, nunca mencionaram um "inferno eterno". Em todo o Livro de Atos, mesmo com a imprecisa tradução King James, existem apenas duas ocorrências da palavra "inferno", ambas, citações de Davi dizendo que Deus não deixaria sua alma no "inferno" (que para ele, nitidamente significa Sheol, sepultura). Nem Paulo nunca citou um lugar chamado "inferno", ou explicou quando, onde ou por que veio a existir, embora tenha dito que recebeu seu evangelho diretamente de Deus. Se Pedro, Estevão e Paulo não acreditavam no "inferno", por que qualquer cristão ou cristã acreditaria? Pedro foi o porta-voz dos apóstolos e o primeiro líder do cristianismo. Se ele não sabia sobre o "inferno", tendo sido do íntimo círculo de Jesus, então como pode haver um inferno, sendo jesus o próprio filho de Deus? Se Jesus tivesse acreditado em um "inferno eterno", certamente teria conversado com Pedro sobre isso. "Inferno" é a pista. "Inferno" é a chave. Ou o homem fez o "inferno", ou de alguma forma Deus anunciou inexplicavelmente todos os tipos de consequências temporais do pecado, enquanto que, invariavelmente, esqueceu-se de mencionar as consequências eternas, infinitivamente mais importantes.

Por que então, jovens e crianças são altamente puncionados e ensinados a acreditar na mais sórdida de todas as criações humanas, o "inferno" eterno, enquanto simultaneamente são levadas a ignorar os melhores, mais esperançosos e gloriosos versos da Bíblia?

Muitos dos primeiros cristãos e cristãs parecem ter sido universalistas. Acreditavam que Deus iria salvar a todas as pessoas, e reconciliar todas as coisas para si mesmo, até o próprio Satanás. Nos primeiros dias da igreja cristã, desde as cartas que temos pôr e sobre os pais da igreja, como Origenes, não há nenhuma indicação que tal crença fosse considerada herética. Origenes e outros universalistas foram acusados de heresias, mas o universalismo não foi uma das causas. Portanto, o universalismo parece ter sido uma doutrina aceita na igreja cristã primitiva. Depois de várias centenas de anos, a maré parece ter virado e o dogma de um "inferno" eterno tornou-se firmemente estabelecido. Mas sempre teve base muito instáveis. Se Deus alguma vez falou com qualquer ser humano, e, nenhuma de suas palavras nunca foram registradas na Bíblia, certamente Ele teria avisado aos homens de forma inequívoca sobre tal existência. Por outro lado, se Deus não falou com os profetas hebreus, como podem suas profecias proclamar Jesus como Messias? Certamente as duas coisas devem andar de mãos dadas. Poderiam os profetas estarem certos sobre Jesus e, errados sobre Deus, salvação, a capacidade de Deus agir sem a fé ou obras humanas e o destino eterno da humanidade? Ou Deus falou com os profetas hebreus e não deu nenhuma razão para temer um local de sofrimento eterno, ou a Bíblia é opinião de homens, caso haja alguma razão para temer uma invenção de sua imaginação hiperativa. Mas como pode a Bíblia ser a palavra de Deus e ainda ficar em silêncio sobre o assunto mais significativo de todos: o fato de uma criança poder nascer, e depois de algum indeterminado tempo (que nunca foi explicado "idade da razão"), ser remetida para o "inferno" eterno, sem Deus ter identificado o lugar ou explicado sua finalidade e relatado como ele pode ser evitado?

Hoje, o cristianismo fundamentalista reivindica uma série de coisas contraditórias. Ele confessa que Deus pode salvar o ladrão na cruz ou um homem em seu leito de morte, inteiramente pela graça. Isso significa que Deus pode salvar qualquer pessoa em qualquer momento. Ele diz que Deus é o único salvador. Diz que ninguém pode salvar-se. Diz que Deus não faz acepção de pessoas. Mas também diz que Deus salvará apenas uns "poucos escolhidos", enquanto bilhões de almas serão jogadas, como "joio", em uma fogueira eterna. Mas se essas coisas são verdadeiras, que ninguém pode salvar-se, no entanto, Deus poderia salvar qualquer pessoa que quisesse, então por que Deus salvou o ladrão na cruz, e não a Alan Turing (homossexual que salvou milhões de pessoas durante a segunda guerra)? Se a salvação é pela graça, um dom, então por que Deus dá o dom livremente a uma pessoa e não a outra? Isso faria com que Ele não só fizesse acepção de pessoas, mas fosse cruel e um monstro injusto. Parece que os cristãos e cristãs devem fazer uma escolha. Será que acreditam que Deus é amor, que a salvação é pela graça, e que Jesus Cristo é o Salvador do mundo? Será que realmente acreditam na graça de Deus e na salvação de Cristo? Ou será que acreditam que Deus é um monstro, que concede felicidade eterna a alguns seres humanos imperfeitos, enquanto joga outros fora como palha sem nenhum valor? Sim, há versos no Novo Testamento, mas quem os escreveu? Terá sido Deus ou o ser humano? Queremos acreditar em um Deus que chama qualquer ser humano, nossas mães, pais irmãos e joga fora nossos filhos?

A Bíblia, não é completamente "infalível", o que significa que existem partes que não são inspiradas. Poderíamos tomar cada palavra dela, literalmente? Então, poderíamos amarrar pedras em crianças e jogá-las na água quando se mostrarem teimosas; ou, cometer genocídio; mandar matar bebês; e, em seguida matar as mulheres que não fossem mais virgens, e ainda, tomar as virgens como escravas sexuais? No Novo Testamento, no evangelho de Lucas, Jesus profetizou que não restaria daquele lugar, pedra sobre pedra, mas o muro das lamentações está de pé até hoje e, continua como símbolo de esperança para todos os judeus. Outras pedras do templo também foram descobertas por arqueólogos, e ainda estão umas sobre as outras. De acordo com o Novo Testamento, Paulo não permite que as mulheres falem na igreja, mas, obviamente que ele permitiu, pois em outras passagens ordenou mulheres diaconisas. Houve uma mulher, Júnias, que se distinguiu entre os apóstolos. Como elas oravam e atuavam como diaconisas e apóstolas se não estavam autorizadas a falar? Em um verso sobre o censo realizado por Davi, diz que Deus endureceu o coração de Davi para realizar o censo (2 Samuel 24:1). Em outro verso, sobre o mesmo censo, diz que Satanás endureceu o coração de Davi (1 Crônicas 21:1). A menos que Deus fosse Satanás, haviam dois escritores diferentes da Bíblia, com diferentes crenças. Um dos escritores acreditava que Deus criou "felicidade e angústia", já que o censo levou a morte de milhares de pessoas. O outro, argumentou que Deus é bom, e, portanto, não poderia ser responsável por causar a morte de pessoas inocentes, então, ele mudou a responsabilidade da "incitação" para um cara nunca antes mencionado, Satanás. (A citação do senso em 1 Crônicas 21, contém a primeira menção a um ser chamado Satanás na Bíblia, depois dos relatos de milhares de anos de cronologias em que ele nunca foi mencionado). A Bíblia esta cheia de tais contradições e enigmas. Ela nos diz que é uma vergonha para o homem ter cabelo comprido. Porém, os homens consagrados a Deus, os Nazireus, não cortavam o cabelo. Como tais flagrantes de contradições entraram na Bíblia? A resposta é bem simples. A Bíblia foi escrita e copiada por muitos homens, durante um longo período de tempo. A pessoa que escreveu sobre as pedras do templo, escreveu provavelmente em algum lugar da Grécia. Ele tinha ouvido falar na nivelação de Jerusalém, o que era quase verdade, pois a destruição tinha sido enorme. Mas não chegou a ver Jerusalém por si mesmo. Então, ele cometeu um erro, pois debaixo dos escombros, algumas pedras do templo ainda estavam de pé, umas em cima das outras, e, até hoje. A pessoa que disse que era uma vergonha para o homem ter cabelo comprido, provavelmente nunca tinha ouvido falar dos Nazireus, homens como Sansão e Samuel, pois estava escrevendo a milhares de milhas de Israel. É bem possível que João Batista, que batizou Jesus, fosse um Nazireu. O próprio Jesus é normalmente apresentado com cabelos longos. Mas, em qualquer caso, se Deus repugna homens que tem os cabelos longos, não faz sentido da parte dEle, nos dar algo, que precisemos tirar para não o ofender. Quem sabe se "cabelo comprido" significa seis polegadas, talvez doze, dezoito, etc? Talvez o melhor dilema seja os cristãos e as cristãs decidirem quais versos devem acreditar ou ignorar. 

Devo colocar o medo de lado, uma vez que o perfeito amor lança fora o medo, ou devo trabalhar minha situação com temor e tremor? Deve o meu filho se circuncidar, como a maioria dos meninos nascidos de pais judeus, ou deveria seguir o conselho de Paulo e evitar a circuncisão, uma vez que coloca os cristãos de volta sob a lei? Devo me batizar pelos mortos (1 Coríntios 15:29), que o Novo Testamento cita, mas não explica? Dizem que a mulher deve manter a cabeça coberta "por causa dos anjos" (1 Coríntios 11:10). Os anjos têm cabelos de mulheres? Não os desenham assim. A verdade é que ninguém vive a Bíblia de forma literal, pois é impossível para nós. Existem nela, muitas coisas contraditórias. Os cristãos e as cristãs devem escolher onde devem prestar atenção. Como posso vencer o mal com o bem, se devo colocar uma pedra no pescoço de meu filho se ele for teimoso, ou me xingar? Como posso acreditar que Deus é amor e, também acreditar que Ele ordenou o assassinato de mulheres e crianças? Como posso acreditar que Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre, quando vejo em vários momentos na Bíblia, Ele exigir compaixão e justiça, mas também ordena ou tolera a escravidão, a limpeza étnica, genocídio, afoga todos os animais da terra por causa do pecado do ser humano, endurece os corações dos homens e mulheres para o pecado, resultando em milhares de mortes, e, se enfurece quando as pessoas se queixam de sede e fome? Como conciliar Jeremias 48:10: "maldito aquele que retém a sua espada do sangue", com Ezequiel 22:13, que condena o derramamento de sangue no meio de Israel?

Muitas pessoas dizem: "Deus ama você" e que Ele ama "todas as pessoas". Dizem que: "Você não pode si salvar", "Jesus morreu pelos seus pecados, levando seu castigo em si mesmo". A conclusão lógica de tudo isso seria a de que Jesus fez o que eu era incapaz de fazer, e desde que ele levou meu castigo, estou salvo e livre para viver sem medo do castigo que Jesus carregou em meu lugar. Mas é certo que isso não é o que a maioria dos fundamentalistas realmente acreditam. Eles/elas não acreditam na "salvação pela graça", pois não permitem que as pessoas que "vivem no pecado" e pessoas LGBT sejam membros de suas igrejas. Não faz sentido qualquer igreja terrena barrar as pessoas que Deus gostaria de receber no céu. Não faz sentido Deus salvar os heterossexuais pela graça, e não salvar os homossexuais. Ninguém que já participou de uma igreja se achou perfeito ou perto da perfeição. Então, como podem essas pessoas imperfeitas afirmarem que são capazes de entrar no céu, mas as outras imperfeitas não? A religião não faz sentido, e nunca fará, enquanto os seres humanos imperfeitos insistirem em condenar outros seres humanos imperfeitos ao "inferno". A fim de entrar em um céu perfeito, uma dessas duas coisas deve acontecer: ou (1) a natureza humana deve ser aperfeiçoada, ou (2) A natureza do céu deve ser tamanha que ninguém pode causar qualquer sofrimento a outra pessoa. Em qualquer caso, não há necessidade de "inferno". A questão para os cristãos que consideram a fé essencial para a salvação, se trata na fé em Jesus que os salvou, ou na fé de Jesus em Deus? Desde que a fé humana raramente ou nuca resulta em milagres aqui na terra, gostaria de sugerir aos cristãos e cristas que querem acreditar em um Deus perfeito, um Jesus perfeito e em um céu perfeito, colocarem sua confiança na fé de Jesus em Deus, e retirar a pretensão de que qualquer igreja terrena possa engarrafar e vender o amor e a graça divina como um perfuma barato.

Outros Versos Interessantes
O Senhor é bom para todos, e sua compaixão é sobre tudo o que Ele fez. Todas as tuas obras o louvarão, ó Senhor, os teus santos te bendirão!" (Salmo 145:9-10).
"E toda carne verá a salvação de Deus" (Lucas 3:6).
"Aniquilará a morte para sempre, e assim, o Senhor Deus enxugará as lágrimas de todos os rostos" (Isaías 25:8).
 "E eu, quando for levantado da Terra, todos atrairei a mim" (João 12:32).
"Estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem os principados, nem o presente, nem o porvir, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separará do amor de Deus" (Romanos 8:38-39).
"Visto que a morte veio através de um só ser humanos, a ressurreição dos mortos veio também através de um só ser humano. Porque, assim como todos morreram em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo" (1 Coríntios 15:21-22).
"Em verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, de toda sorte de blasfêmias, com que blasfemarem" (Marcos 3:28).
"Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo a todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida" (Romanos 5:18).
"Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia" (Romanos 11:32).
"meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo mundo" (1 João 2:1-2).
"No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29).
"A ti, ó Deus espera o louvor em Sião, e a ti se pagará o voto. Ó tu que ouves as nossas orações, a ti virá toda a carne. Prevalecem as iniquidades contra mim, porém tu limpas as nossas transgressões" (Salmo 65:1-3 Salmo de Davi).
"Misericordioso e piedoso é o Senhor, longânimo e grande em benignidade. Não reprovará perpetuamente, nem para sempre reterá a sua ira. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniquidades" (Salmo 103:8-11).
"Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti" (Isaías 49:15).
"não farei cair a minha ira sobre ti; porque misericordioso sou; diz o Senhor, e não conservarei minha ira para sempre" (Jeremias 3:12).
"E há de ser que, depois derramarei meu espírito sobre toda a carne..." (Joel 2:29).
"Não temais, porque eis aqui vos trago novas que será de grande alegria, que será para todas as pessoas" (Lucas 2:10).
"Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para ele vivem todos" (Lucas 20:38).
"E diziam a mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos os temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo" (João 4:42).
"O que convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio" (Atos 3:21).
"porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí" (Jeremias 31:3).
"Conhecei ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles, diz o Senhor; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados" (Jeremias 31:34).
"Renovam-se a cada manhã; grande é a tua fidelidade. O Senhor é a minha porção, por isso vou esperar por ele... Os homens não serão rejeitados pelo Senhor para sempre. Embora tragam dor, Ele mostrará compaixão, tão grande e infalível é o seu amor" (Lamentações 3:22-32).

Fonte: www.thehypertextys.com.

terça-feira, 28 de junho de 2016

OS HIPERTEXTOS: A EXISTÊNCIA DO INFERNO PARTE I

O "inferno" realmente existe? Existe um "inferno" na Bíblia?

Este, sem dúvidas, está longe de ser um assunto que goste de trabalhar, mas devido algumas solicitações, resolvi abordar meu pensamento, embasado no estudo de teólogos sérios e contemporâneos que se dedicaram a tirar dúvidas sobre a existência do "inferno".

O que é realmente o "inferno"? Ele está localizado aqui na terra ou em alguma outra dimensão? É real ou mito? A Bíblia pode nos conduzir a verdade? Onde o "inferno" é mencionado pela primeira vez na Bíblia, e, por que é tão difícil encontrá-lo nas traduções mais modernas e precisas? Por que a punição do "inferno" nunca foi mencionada para os pecadores originais, Adão, Eva e Caim? Ou para os incrédulos, como Faraó que por várias vezes desafiou a Deus? Existem versos bíblicos que descrevam nitidamente o "inferno", explicando sua origem e propósito? É lógico que não! Se você estudar "inferno" na Bíblia, fará uma enorme busca, infrutífera de fatos, definições e explicações. Por quê? Porque os profetas hebreus nunca mencionaram um lugar onde os seres humanos se contorcem de tormento eterno e, rangem os dentes para sempre. Os profetas nem sequer mencionaram a possibilidade de sofrimento após a morte. Isso não é muito estranho? Se realmente existisse um inferno, porque Deus quis evitá-lo? A Bíblia Hebraica (nosso Antigo Testamento) menciona um lugar chamado inferno, mas, como mencionarei abaixo, citando livro, capítulo e versículo, usa a palavra hebraica Sheol, que nitidamente tem o significado de "a sepultura" ou "a morada de todos os mortos, bons e maus". O mesmo é verdade no Novo Testamento, onde a palavra grega Hades, também significa "a sepultura" ou "morada de todos os mortos". Geena também não significa "inferno", como explicarei a seguir. Assim, "o inferno", não é totalmente um ensinamento bíblico, mas um erro de tradução angustiante usado por charlatões para fazer lavagem cerebral em crentes, que obedecem aos mandamentos que nunca se preocuparam em observar por si mesmos. (Parece que o inferno não tem a fúria que os moralistas hipócritas usam para controlar o comportamento das pessoas). Infelizmente, os inocentes que mais sofrem com este dogma infernal, são as crianças altamente impressionáveis que, confiam em seus pais, pastores, professores de escolas dominicais, que as induzem ao erro...
De Michael R. Burch, "Recovering fundamentalist".

O Inferno é um abuso infantil, puro e simples. Nós simplesmente devemos pôr fim neste abuso emocional, psicológico e espiritual das crianças. Não há absolutamente nenhuma razão para adultos ameaçarem as crianças com o inferno, isso é uma ameaça velada, mas aterrorizante que, "Jesus salva, mas só se você acreditar neste dogma cristão". As crianças crescem, fato que parece escapar aos teólogos cristãos que insistem que Jesus ama as crianças pequenas, e, inexplicavelmente viram as costas para elas quando chegam a misteriosa "idade da responsabilidade", que, ironicamente nunca foi mencionada por Jesus, Pedro, Paulo, ou qualquer outro apóstolo e profeta no que diz respeito a salvação. Se o Deus da Bíblia nunca condenou ninguém ao "inferno", em qualquer idade, não seria blasfêmia ameaçar as pessoas com o inferno, em nome de Deus?
Bem, tenho a intenção de provar, "além de uma dúvida razoável", que do começo ao fim a Bíblia é inteiramente silenciosa sobre qualquer preexistência ou criação de "inferno".

Abaixo, demonstraremos algumas formas simples e lógicas para não se acreditar no "inferno", de acordo com a própria Bíblia:

  • Não há nenhuma menção de "inferno" ou qualquer possibilidade de sofrimento pós morte em qualquer lugar do Antigo Testamento;
  • A palavra hebraica Sheol, nitidamente significa "sepultura", não "inferno". Isso pode ser facilmente confirmado, pois, se Sheol fosse traduzida como "inferno" (indicando o dogma cristão como um lugar inevitável de sofrimento por parte de Deus), seria imediatamente refutada. Isto é verdade pois: (1) no Salmo 139:8, o rei Davi afirma ter feito sua cama no inferno, e, que Deus estaria com ele; (2) em Jó 14:13, o autor pede para ser escondido no inferno; (3) no Salmo 49:15, os filhos de Corá dizem que Deus iria resgatá-los do inferno; e, (4) tanto o profeta Ezequiel como o apóstolo Paulo, concordam que Israel será salvo, mas, em Gênesis 37:35, vemos o próprio Israel dizer que se reuniria com seu filho José no Sheol. Como Israel pode ser salvo, se ele próprio afirma que iria para o "inferno"? Em cada caso, Sheol significa nitidamente "a sepultura" ou "a morada de todos os mortos", e, não pode ser interpretada como "inferno", a menos que "inferno" signifique céu!
  • Isto é confirmado pelos estudiosos bíblicos conservadores, pois, não há nenhuma menção da palavra "inferno" no AT da Nova Versão Internacional (a Bíblia mais vendida), Nova Bíblia Americana "Edição Revisada" (publicação da Igreja Católica Romana), a Bíblia Cristã Holman (publicada pela Convenção Batista do sul dos EUA), e a maioria de outras traduções modernas.
  • Além disso, em termo de cronologia, a Bíblia abrange milhares de anos, O Deus da Bíblia e seus profetas hebraicos, nunca mencionaram qualquer possibilidade de punição após morte. Nada como "inferno" foi remotamente sugerido a Adão, Eva, Noé, Abraão, Ló, Jó, Moisés, Davi, Salomão, Daniel, entre outros.
  • Na verdade, "inferno" nunca mesmo foi mencionado às piores pessoas, no pior dos tempos. "Inferno", nunca foi mencionado a Caim (primeiro assassino), nem as pessoas culpadas da maldade que levaram ao Grande Dilúvio, nem para as pessoas de Sodoma e Gomorra, nem mesmo para Faraó, que escravizou as tribos hebraicas e, desafiou Deus repetidamente.
  • Podemos ainda verificar também o porquê de não ter avisos no AT sobre a necessidade de se arrepender para evitar o sofrimento eterno após a morte. No AT, as pessoas estavam sendo avisadas sobre a necessidade de se arrepender, a fim de evitar o sofrimento e a morte aqui mesmo, neste planeta, nesta vida.
  • É certo que não faz absolutamente nenhum sentido alertar as pessoas, apenas sobre penas (terrestres) temporais, se elas tivessem em perigo de um sofrimento eterno. Portanto, segundo a Bíblia, "inferno", nitidamente não preexiste.
  • Ainda, também não há menção da criação ou propósito de "inferno" no Novo Testamento. Não existe qualquer versículo na Bíblia inteira que, anuncie que a pena do pecado havia mudado de morte para "inferno". Deus anunciou nitidamente a pena de morte antes de promulgá-la, mas, deixou de mencionar uma pena muito mais grave antes de promulgá-la? Isso não faz nenhum sentido. 
  • O amoroso, compassivo e sábio Deus não poderia criar um "inferno eterno", e, deixar de avisar imediatamente o mundo inteiro sobre ele. Mas, obviamente, o mundo inteiro não foi avisado sobre a criação do "inferno". Os nativos brasileiros não sabiam nada sobre o "inferno" antes de 1500. Bilhões de pessoas viveram e morreram sem jamais ter ouvido uma palavra sobre o "inferno" ou Jesus Cristo. Será que alguém que nunca havia lido a Bíblia, seria considerado apto por Deus, a morrer e acordar no inferno? Certamente que não!
  • Um inferno eterno faria Deus monstruosamente injusto, se Ele o criou, ou sabia sobre ele e não avisasse imediatamente o mundo inteiro, mas de acordo com a Bíblia, "inferno" não preexiste e nunca foi criado porque do início ao fim, a Bíblia é absolutamente silenciosa sobre qualquer tipo de preexistência ou criação de "inferno".
  • Além disso, a palavra grega "Hades" não significa "inferno". Como acontece com Sheol, todos vão para o Hades, quando morrerem: ambas palavras significam nitidamente "a sepultura" ou "a morada de todos os mortos".
  • O inferno também não é "inferno", mas um local físico em Israel, conhecido em hebraico como Gehinnom, ou Vale de Hinom. Hoje, Geena é um belo parque e, atração turística. Descobertas arqueológicas maravilhosas foram feitas lá, tais como a piscina de cura de Siloé e os mais antigos versos bíblicos já descobertos, inscritos em pequenos amuletos de prata. Esses versos são a bênção "O Senhor te abençoe e te guarde; O Senhor faça o seu rosto brilhar sobre ti e tenha misericórdia". Aquelas maravilhosas palavras de conforto foram descobertas no "inferno", o que você acha?
  • O que tudo isso significa? Se você acredita em um Deus amoroso, compassivo, sábio e justo, pode concluir que "inferno" foi e é apenas um erro de tradução ou uma invenção humana pura e simples. Por que os seres humanos inventariam o inferno? Bem, como destaca o antigo filósofo grego, Celso, na origem do cristianismo, o "inferno" foi uma boa maneira de controlar o comportamento das massas plebeias, mas, nenhum ser humanos sensato acreditava nele. O "inferno" foi uma maneira muito útil para aumentar as conversões (talvez devêssemos chamar de "coerções"), à frequência a igreja e as receitas. Mas o que fazer com o bem-estar emocional, psicológico e espiritual das crianças pequenas? Certamente seus corações inocentes, mentes e almas são muito mais importantes do que a contagem das moedas que caem nos cofres das igrejas!
Mas talvez, a melhor razão para não se acreditar em inferno seja esta: Se, a qualquer tempo, Deus, Jesus, os profetas hebreus, ou qualquer um dos apóstolos tivessem conhecimento da existência de um "inferno eterno", eles teriam avisado imediatamente a humanidade para nunca mais gerar filhos, pois o risco de dar à luz é demasiadamente terrível de se imaginar. Mas, é certo que não existem tais advertências na Bíblia. Em vez disso, os profetas hebreus, como Ezequiel, confiaram previamente que todo Israel seria salvo no final, juntamente com Sodoma e outras nações gentílicas que eram historicamente suas inimigas, como Samaria. Samaria é hoje o lar de milhões de palestinos, muitos deles inimigos ou críticos ferozes de Israel. A maioria dos judeus e palestinos, nunca acreditaram em Jesus, então, como pode todo Israel e Samaria serem salvos, se apenas os cristãos são salvos? Jesus aplaudiu a compaixão do Bom Samaritano, um homem de outra religião, que praticava compaixão. Será que todos os bons samaritanos vão para o "inferno"? Jesus vai deixar de praticar o que pregava e, não ser um bom samaritano? Será que ele vai condenar os santos de outras religiões à tortura eterna? Gandhi, o grande líder de paz, por exemplo? Como são Paulo gostava de dizer: "Deus me livre!".

E aqui está outra boa razão para não se acreditar no inferno: o batismo infantil e o da "idade da responsabilidade" não foram mencionados por Jesus, Paulo ou qualquer outro apóstolo. Estes ensinamentos não bíblicos só foram necessários depois que a igreja cristã primitiva foi infiltrada pela Cultura do Inferno. Se Jesus amava as crianças e, percebesse que elas estavam em perigo de irem para o "inferno", uma vez que chegaram a uma certa idade, e não haviam passado pelo batismo, como poderia ter falhado em não dizer a seus discípulos o que precisava ser feito para salvá-las? É certo que não havia "inferno" no momento em que Jesus e Paulo pregavam. O "inferno" foi desajeitadamente inserido na Bíblia, logo após Jerusalém ter sido destruída em 70 d.C. e, a igreja cristã ser centrada na Grécia e em Roma, onde as pessoas acreditavam em um inferno de uma mitologia pagã. Neste tempo, Jesus e Paulo já não estavam mais entre nós, para contradizer o Culto ao Inferno.

Outra boa razão para não acreditar no "inferno" é muito fácil de entender. Um Deus que é capaz de criar um paraíso, onde sofrimento e morte são impossíveis, não precisa de um inferno. Afinal, quando o sofrimento e a morte são impossíveis, atos malignos também são. Isso poderia explicar porque os profetas hebreus, como Ezequiel e o apóstolo Paulo falaram de todos serem guardados no final. Se Deus pôde criar uma dimensão onde o leão se deita em paz com o cordeiro, não havendo necessidade de punir os leões, que matam os cordeiros aqui na terra. Se nenhum ser humano foi perfeito aqui na terra, qual a necessidade de punir desnecessariamente alguns, uma vez que nenhum deles poderá fazer mal nenhum? Parece que muitos cristãos realmente querem que haja um inferno, para que as pessoas que os desprezaram possam sofrer por toda eternidade. Mas, certamente, nenhum ser amoroso, verdadeiramente iluminado pode concordar com isto. E, de acordo com os profetas hebreus, como Ezequiel e Pedro, em seu segundo sermão, depois do Pentecostes, e Paulo em muitas passagens, todas as pessoas serão salvas no final.

Então, como o "inferno" entrou na Bíblia? Ironicamente, os únicos judeus que acreditavam no "inferno", no tempo de Jesus, eram os fariseus. Sabemos disso a partir do historiador judeu Josefo, um contemporâneo de Paulo. Os fariseus, provavelmente, "tomaram emprestado" o conceito de "inferno" dos gregos pagãos, depois de Alexandre o Grande, conquistar o Oriente Médio, durante o período de "silêncio" entre a escrita do VT e do NT. Como os gregos, os fariseus, sem dúvidas, descobriram que a ameaça do "inferno" aumentava seu poder, sua receita e seus lucros. Mais tarde, quando o imperador romano pagão Constantino, exigiu que os bispos católicos se reunissem, fato que ficou conhecido como Credo Niceno, ele encomendou cinquenta Bíblias, um empreendimento enorme e muito caro para aqueles dias. É bem possível que os versos mais infernais tenham encontrado a Bíblia naquele tempo, pois, o "inferno" seria uma ótima maneira de colocar mais dinheiro e poder nas mãos da igreja e do estado. Os versos sobre escravos obedecerem seus mestres e, cidadãos obedecerem a governos injustos poderiam ter sido adicionados no mesmo período, por razões semelhantes. Algum cristão pode acreditar que Jesus tenha endossado a escravidão, ou obrigar pessoas obedecerem cegamente a governantes como Hitler (ou Constantino)? 

Mas em qualquer caso, o inferno grego era Tártaro, não Hades. Como veremos, há apenas um versículo na Bíblia inteira que contém uma palavra que realmente significa o inferno, mas que não é para nós seres humanos, nem é eterno.

Este é o fim da "prova simples", que não há nenhuma razão para se acreditar em inferno, de acordo com a própria Bíblia. Mas, se o assunto lhe interessa, no próximo estudo citarei livro, capítulo e versículo, então, se for de seu interesse, leia a próxima matéria.