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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

TRAVESTILIDADE, TRANSEXUALIDADE E BÍBLIA


Existe um verso na Bíblia que causou muita aflição nas pessoas travestis e transexuais cristãs/cristãos que cresceram dentro de uma igreja. É o versículo que parece ser mais usado por aqueles que se opões a ideia de que uma pessoa possa ser Trans e cristã, ou seja, acreditam que a travestilidade e a transexualidade seja pecado. Deuteronômio 22:5, que diz:
"Uma mulher não deve usar qualquer coisa que pertença a homem, nem o homem vestir-se como mulher; pois quem comete tal coisa, comete abominação ao Senhor Seu Deus".
Mas, o que eles não conseguem fazer é colocar o versículo dentro do contexto da época em que foi escrito. No momento em que este livro foi escrito, o povo israelita estava ocupando uma terra que não compartilhava de suas crenças. Os cananeus acreditavam em vários deuses e tinham muitos rituais que os cercavam. Um desses rituais necessários para os homens era o de "se vestir como uma deusa", e, servir como "prostituta em seu templo". A proibição prevista em Dt. 22:5 aborda um dos atos mais visíveis de adoração a ídolos pagãos da época.
Deus usou a lei para criar uma separação entre os israelitas e os povos de culturas pagãs da época. Ao seguir a lei, eles nitidamente assumiam que eram diferentes e que, não acreditavam nos deuses pagãos. Quando se coloca este verso no contexto, tanto esta lei, quanto as demais de Deuteronômio e Levítico perdem o contexto para o mundo atual.
Somente nos últimos anos comecei a ter consciência de que, como cristãos, não devemos julgar uns aos outros. Não me importo com quem você seja, sei que em algum momento da vida, você também foi julgado e julgou a outros. Depois de ter sido vítima de muitos julgamentos, inclino-me para a passagem de Tiago 4:10-12 das escrituras:
"Humilhai-vos perante o Senhor, e Ele vos exaltará em honra. Não faleis mal uns dos outros, queridos irmãos e irmãs. Quem critica ou julga o outro, julga a lei de Deus, e se julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz. Só Deus que deu a lei, é Juiz, só Ele tem o poder de salvar ou destruir. Então, que direito você tem de julgar seu vizinho?"
Se nós desaprovamos, condenamos, denunciamos ou julgamos qualquer coisa, e não amamos nosso próximo, pecamos aos olhos de Deus. Uma pergunta vem à mente: "Se cremos em Cristo, importa quem ou o que somos?" Nitidamente a resposta é NÃO. Deus nos vê como filhos e filhas, somos todos e todas iguais a seus olhos. Gálatas 3:26-29 e I Samuel 16:7 diz:
"Porque todos vós sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há mais judeus ou gregos, escravo ou livre, macho ou fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E agora que pertencem a Cristo, são verdadeiros filhos de Abraão, e herdeiros conforme a promessa". (Gálatas 3:26-29).
"Mas o Senhor disse a Samuel: Não consideres sua aparência nem sua altura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não olha para as coisas que as pessoas olham. As pessoas olham o exterior, porém o Senhor olha o coração". I Samuel 16:7.
Você pode ser a presidenta do Brasil ou uma pessoa sem-teto implorando na rampa do Palácio da Alvorada, ou ainda, uma mulher fugida da opressão no Afeganistão, se está em Cristo, é uma filha de Deus. Deus não nos olha com nossos olhares, nossa posição na vida ou o que fazemos. Deus não quer saber se nascemos com um corpo masculino ou feminino. Ele vê nosso verdadeiro eu. Ele vê nossos corações. Será que somos humildes? Será que estamos cuidando? Estamos amando nosso próximo? Isto é o que deve ser nossos corações.

Nós somos todo o trabalho prático de Deus. Ele tem dado a todas e todos, e a cada um e uma de nós, uma combinação exclusiva de presentes. Nós, todas e todos somos suas filhas e filhos. Somos irmãs e irmãos em Cristo. Não deveríamos colocar nosso foco nisto?
A Igreja da Comunidade Metropolitana acredita que todas as pessoas são iguais perante Deus e, por isso, neste dia 29 de janeiro (Dia Nacional da Visibilidade Trans) homenageamos todas as pessoas Travestis e Transexuais através de nossa querida diaconisa Trans, Maria Laura dos Reis.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

CONHEÇA A GAROTA DINAMARQUESA


No dia 29 de janeiro comemoramos O Dia Nacional da Visibilidade Trans, e para comemorarmos a data, convidamos a todas as pessoas a conhecerem o mundo trans através de Lili Elbe, primeira transexual a se submeter a cirurgia de redesignação sexual.
Um filme pode ser impecavelmente bem fundido e fortemente deliberado? perfeitamente equipado e maravilhosamente certeiro, e ainda assim, te deixar frio? Pode fazer tecnicamente tudo certo, e ainda assim, tocar você emocionalmente? Pode te oferecer uma experiência de transformação sem te mudar muito? Esse é o dilema de "A Garota Dinamarquesa".
O filme conta a história real da artista plástica Lili Elbe "chamada anteriormente de Einar Wegener (Eddie Redmavne)", a primeira pessoa conhecida a se submeter à cirurgia de redesignação sexual a quase um século atrás.

A história toca o coração, mas é passível de recursos mentais. Percebemos algumas imagens marcantes que certamente irão agradá-lo/la. Os tutus pendurados nos bastidores do balé, iluminados por baixo, como uma simétrica e imaculada pintura, casas geminadas idênticas, filmadas de forma panorâmicas. Em um momento ousado e raro, Einar visita um "peep show" para copiar os movimentos de uma Stripper, e os dois, em um mágico momento, formam uma espécie de dança contemporânea através do vidro. Mas, notamos também algumas imagens óbvias e simplistas em seu simbolismo, como o fino lençol pendurado entre ele e sua esposa Gerda (Alicia Vikander) na hora de dormir, fornecendo a ideia de uma separação física.
Deparamo-nos com performances profundamente comprometidas de Eddie Redmayne e Alicia Vikander. Redmayne prova ser um mestre técnico de transformação; vimos isso em seu desempenho preciso como Stephen Hawking no ano passado em "A Teoria de Tudo", que, compreensivelmente lhe rendeu um Oscar de melhor ator. Mais uma vez, ele nos joga uma figura real que sofre uma transformação física, pressionando seu casamento e, obrigando ambos os parceiros a reexaminarem seu vínculo fraturado, mesmo quando ainda se tem amor.

Outra intrigante história é a de Gerda, esposa de Einar. Uma pintora que vive a sombra de seu marido, tentando desesperadamente ser levada a sério até pedir-lhe que se sente e calce meias e sapatilhas para que possa terminar sua pintura de bailarina, obedecendo, Einar, recebe o primeiro vislumbre de seu lado feminino.

Inicialmente Gerda aceita e participa da brincadeira, inclusive, é dela a ideia de levar "Lili" a desfrutar a noite de Copenhague, como sua própria acompanhante. Mas quando percebe que "Lili" não se trata apenas uma personagem, mas é uma expressão do verdadeiro "eu" de Einar, Gerda tem que lidar com o fato de que tudo o que ela conhecia como seguro e verdadeiro está desmoronando debaixo dela.

Com o florescimento de Lili, sua musa, a carreira de Gerda como retratista finalmente floresce.

Confira o Trailer:
Elenco
1. Eddie Redmayne como Einar Wegener/Lili Elbe
2. Alicia Vikander como Gerda Wegener
3. Amber Heard como Ulla
4. Matthias Schoenaerts como Hans Axgil
5. Ben Whishaw como Henrik
6. Emerald Fennell como Elsa
7. Sebastian Koch como Warnekros
8. Adrian Schiler como Rasmussen.

Diretor
Tom Hooper

Romance
David Ebershoff

Roteiro
Lucinda Coxon

Diretor de Fotografia
Danny Cohen

Edição
Melanie Oliver

Compositor
Alexandre Desplat

Direção de Arte
Eve Stewart

Figurinos
Paco Delgado

Drama
Avaliado por alguns como contendo cenas de sexualidade e nudez completa.
120 minutos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

29 DE JANEIRO: DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS.


Hoje, 29 de janeiro, é o dia da Visibilidade Trans. Essa data é um marco histórico para o movimento de travestis e transexuais na luta por direitos e cidadania, e assinala o enfrentamento das vulnerabilidades associadas à orientação sexual e identidade de gênero, enfatizando a dignidade e a equidade em saúde.
Em 29 de janeiro de 2004, ativistas transexuais participaram, no Congresso Nacional, do lançamento da primeira campanha contra a transfobia no país. A campanha “Travesti e Respeito” do Departamento DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, foi a primeira campanha nacional idealizada e pensada por ativistas transexuais para promoção do respeito e da cidadania. O Dia da Visibilidade Trans tem o objetivo de ressaltar a importância da diversidade e respeito para o Movimento Trans, representado por travestis, transexuais e transgêneros.