quinta-feira, 12 de maio de 2016

DIREITOS ECONÔMICOS E SOCIAIS


Bem-estar social

Seguindo o modelo constante e simpático de Jesus pelos menos afortunados, os/as cristãos/cristãs devem realizar boas obras ou ações externas. Eles/Elas seguem o pensamento de Jesus da "importância de compartilhar", mais especificamente nas palavras: "Todo o que pede, recebe; todo o que busca, encontra; e "todo o que bate, a porta será aberta". Também se moldaram a sua forma hospitaleira e à sua disciplina. Muitas vezes, por exemplo, além de partir o pão e comer com o outro, os primeiros cristãos vendiam suas propriedades e bens e distribuíam seus rendimentos com os que precisavam. Em troca, embora os discípulos nunca pedissem, outros, voluntariamente, tratavam os discípulos com hospitalidade. Estes exemplos prefiguravam o artigo 22 sobre o direito à segurança social.

Além de Jesus e do exemplo de seus discípulos, os/as cristãos/cristãs também encontram por si só, o fazer boas obras como uma maneira de arrependimento de seus pecados, para torna-los/las mais perto de Deus e do/da outro/outra. A exemplo das comunidades cristãs anteriores, ainda hoje, os/as cristãos/cristãs doam dinheiro à instituições de caridade, entregam alimentos, ou simplesmente oram por aqueles/aquelas que sofrem necessidade. No entanto, deixam nítido que, pelo incentivo do mestre de dar esmolas em segredo, suas obras devem passar despercebido, tornando-se filantrópicas, sem o reconhecimento de seu nome, isso vai de encontro ao propósito das boas obras, não sendo assim, se transforma em obras para, por falta de uma melhor expressão, holofotes e câmeras. No entanto, pode-se argumentar que, embora a palavra "humanitarismo", signifique a maneira da comunidade internacional ajudar em uma situação de crise através do apoio e assistência, isso não aparece na DUDH. O valor cristão das boas obras para o bem de todas as pessoas, certamente prefigura qualquer humanitarismo internacional oficial da ONU, antes mesmo da estabilização desta instituição em 1945.

Condições de Trabalho

Como é ilustrado no Novo Testamento, os/as cristãos/cristãs percebem que é quase impossível se ter uma vida sem a satisfação das necessidades humanas básicas: alimentação, vestuário, habitação, cuidados com a saúde e emprego, presentes no artigo 25 da DUDH. Na verdade, Jesus não só aprendeu o ofício da carpintaria, como era exigido na tradição judaica a todo varão (aprendizado de um ofício), mas, Ele também descreve, sua missão como um "trabalho". Percebemos que, o Novo Testamento segue em várias direções, muitas das quais presentes no artigo 23, sobre o sentido das condições de trabalho humano:
Em primeiro lugar, como uma orientação geral sobre o trabalho, "o trabalhador merece ser pago".
Segundo, os empregadores não podem discriminar seus empregados no local de trabalho, por motivos políticos, econômicos e sociais.
Terceiro, Jesus mostra que uma pessoa não pode ganhar a vida de forma ilícita, mantendo pessoas na servidão e escravidão ou mesmo, traficando-as, encontramos a proibição de tais coisas no artigo 4 da DUDH. Em outras palavras, desde que Deus criou todos os seres humanos, Ele espera que sua criação se desenvolva na terra, e, o trabalho deve ser entendido como um ato "santo e agradável".
Por último, os empregadores devem dar a seus funcionários, um dia ou dois para se dedicarem a Deus e/ou descansar. Isto deve ser um benefício, não um fardo para o empregador ou empregado. Assim, o princípio de que um empregado não pode trabalhar continuamente, mas precisa descansar de seus labores, provou ser essencial para nosso estado físico e mental, de acordo com o artigo 24, sobre o direito ao descanso e lazer. 
No entanto, os cristãos desacatam que o exercício dos direitos econômicos não deve levar ao uso da riqueza material, que é o objetivo da sociedade dominante. Se for feito assim, essa estratificação contrasta com o mandamento de amor ao próximo, pois cria as condições de degradação moral da sociedade e do indivíduo, bem como gera sentimentos de alienação entre as pessoas.