VENDO O "BEBÊ JESUS" DE UMA FORMA DIFERENTE NESTE NATAL



Me surpreende quando leio novamente o relato bíblico do nascimento de Jesus no natal, vendo o próprio Deus tornar-se tão vulnerável quanto qualquer outra criança.


Mesmo que acredite ou não em Deus, por causa de tanta coisa ruim no mundo, finja que acredite (mesmo que apenas hipoteticamente), isso poderá te dar uma resposta de quem realmente é Deus e o que Ele significa (e poderá fazer você ter um novo olhar sobre Ele, mesmo com todas as coisas que já tenha visto antes).

Você já se perguntou?

Dada as expectativas de "grandeza" de nossa sociedade hoje, consagrada pela exibição de poder, celebridade, riqueza, fama e sucesso, por que então Deus se revela a humanidade como um bebê...?


Não apenas qualquer bebê... mas um bebê vulnerável...
"E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e nome da virgem era Maria" Lucas 1:26-27.

Quer começar sua história com um backup? Tente ver o resultado de uma suposta "concepção milagrosa", testemunhada apenas por sua mãe, provavelmente uma adolescente entre 12-16 anos, analfabeta, pobre e de uma aldeia rural do oriente médio. Essa foi Maria. Não aquela imagem de porcelana coroada que está mais perto dos 30 anos do que dos treze.

Pobre...
"Não é este o filho do carpinteiro?" Mateus 13:55.

Seu pai também não era um alto comerciante. Era provavelmente apenas um adolescente, talvez um pouco mais velho que Maria (poderia também ser um homem bem maduro), que terminara seu aprendizado de carpintaria e tentava salvar seu casamento quando surge essa bomba. Então agora é a hora de ir a Belém com sua esposa adolescente grávida, e, claro, tudo que pode lhe oferecer é um um pouco de feno em um galpão sujo para ela dar à luz, bem como as condições de 800 mulheres que continuam a morrer todos os dias no ano de 2015 durante a gravidez, 99% das quais, em países em desenvolvimento.

Por quê? Porque seus pais são pobres. Não 'pré agraciados' (graças a seu chá de bebê extravagante) com um berço caro, quarto totalmente enfeitado com suprimentos intermináveis de roupas, fraldas e brinquedos dados por seus avós, tios e amigos. Em vez disso, Ele foi como a maioria do mundo 1,2 bilhões de pessoas que ainda vivem em extrema pobreza hoje.

Refugiado...
"Disse-lhe: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar" Mateus 2:13.

Não há tempo para descanso. Sua vida já tem um preço sobre ele. Seus pais começam lutando para reunir o que podem, e antes que perceba, Ele já está sendo levado para longe, na escuridão da noite através das fronteiras extremas, sem teto, assustado e inseguro do futuro por vir. Não é de admirar, então, que haja pessoas hoje, bem perto de nós, que ainda experimentam a mesma circunstância, 42,5 milhões de pessoas deslocadas por perseguições e conflitos em nosso mundo, classificadas como refugiadas, pessoas deslocadas internamente, ou que requerem asilo.

Considero o bebê Jesus como cada uma dessas pessoas - vulneráveis, pobres e refugiadas - falo de um Deus que desesperadamente experimentou o pior que este mundo tem a oferecer.

Um Deus que deseja mais do que qualquer coisa ser capaz de se relacionar conosco em nossa própria pobreza, quebrantamento e momentos de desespero.

Um Deus que não é distante, mas que deseja estar próximo. Para andar no meio de nós como alguém que já passou por tudo, para que possamos chegar a Ele com qualquer coisa, para que Ele possa ser nosso conselheiro, edredom, salvador e amigo.

O que essa imagem do "bebê Jesus" fala a você?


baseado no texto de Matt Darvas.
Fonte: mattdarvas.com.