sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

CIENTISTAS CONFIRMAM QUE O HIV ESTA MENOS CONTAGIOSO E MORTAL.


    A rápida evolução do vírus causou novamente resistência para a imunidade natural de pacientes
LONDRES, INGLATERRA - A rápida evolução do vírus HIV-AIDS causou novamente resistência a imunidade natural de pacientes, mas, ao mesmo tempo tornou o vírus menos maligno, segundo um estudo da Universidade de Oxford. A pesquisa descobriu que as pessoas infectadas com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) são menos propensas a desenvolver a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), e que tornou-se "menos virulento" em parte devido ao anti-retroviral (ART). Em 2013, registrou-se 35 milhões de pessoas infectadas com HIV-AIDS, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Science, foi conduzido por cientistas da Universidade Oxford, e realizado em Botswana e África do Sul, os dois países africanos mais afetados pela epidemia. Eles estudaram duas mil mulheres infectadas pelo HIV. A primeira parte da pesquisa foi analisar a relação entre a resposta natural do corpo ao vírus e verificar se ele esta menos agressivo. Os pesquisadores analisaram a proteína HLA-57, um antígeno humano encontrado no sangue e é considerada uma proteção para evitar sequelas típicas da doença. O estudo constatou que, em Botswana, onde HIV sofreu uma mutação para se adaptar ao HLA-B57, os pacientes não são mais beneficiados com esta proteção genética que já foi eficaz. No entanto, descobriram que a capacidade do vírus de se replicar foi reduzida significativamente, tornando-o menos agressivo. O estudo destaca que "qualquer coisa que possamos fazer para colocar pressão sobre HIV pode ajudar os cientistas e, em poucos anos reduzir o poder destrutivo dele", disse o professor Philip Goulder, da Universidade de Oxford. Na segunda parte do estudo, os pesquisadores examinaram a relação de anti-retrovirais e agressividade do HIV. Os cientistas desenvolveram um modelo matemático em que se confirmou que o vírus tem enfraquecido a sua capacidade de mutação. O diretor da Imunobiologia Wellcome Trust, que financiou o estudo, Mike Turner, disse que "o desenvolvimento da arte é um passo importante no controle do HIV." Ele considerou que "esta pesquisa é um bom exemplo para futuros estudos sobre HIV e resistência às drogas e, que pode ajudar os cientistas a eliminar o HIV."

Fonte: http://www.informador.com.mx