NOSSOS SACRAMENTOS

Santa Ceia (Eucaristia)

Santa Ceia
1 Coríntios 11:23: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão”.
A Ceia do Senhor é um ato de culto que tem a forma de uma refeição cerimonial, na qual os servos de Cristo participam do pão e do vinho, para comemorar a morte de Cristo e celebrar o novo relacionamento segundo a aliança que eles desfrutam com Deus.
―Na noite em que foi traído, nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o sacramento de seu corpo e sangue, chamado Ceia do Senhor, para ser observado em sua igreja até o fim do mundo, para ser uma lembrança perpétua do sacrifício que em sua morte ele fez de si mesmo; para selar, aos verdadeiros crentes, todos os benefícios provenientes desse sacrifício para o seu nutrimento espiritual e crescimento nele, e seu compromisso de cumprir todos os seus deveres para com ele; e ser um vínculo e penhor de sua comunhão com ele e uns com os outros, como membros do seu corpo místico‖ (Confissão de Fé de Westminster, XXIX.1).
Os textos bíblicos que tratam da Ceia e nos quais se baseia a declaração acima são: mt 26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1Co 10.16-21; 11.17-34. O sermão de Jesus (Jo 6.35-38) a respeito de si mesmo como o pão da vida e da necessidade de alimentar-se dele, comendo a sua carne e bebendo o seu sangue, foi pregado antes da instituição da Ceia e é melhor entendido como tratando daquilo que a Ceia significa, ou seja, a comunhão com Cristo pela fé, ao invés da Ceia em si.
Nesta Celebração é partido o Pão ázimo ou asmo, matzo (ídiche) matzá (hebraico),( sem fermento ) e o vinho.
A Ceia do Senhor tem uma referência passada à morte de Jesus e tem uma referência presente à nossa participação corporativa em Cristo, mediante a fé. E tem uma referência futura pelo fato de ser uma garantia da sua segunda vinda. Esse serviço de culto, no qual os cristãos recordam o sofrimento que Cristo suportou por eles, é uma marca distintiva da religião cristã por todo o mundo. Na ICM a exemplo da Ceia Instituída por Cristo, não existe nenhuma forma de exclusão. Todos e Todas são bem vindos a mesa do Senhor!

Batismo

Batismo Definição e Forma
Batismo é um momento de extrema alegria, algo desejado com ansiedade, pois nele, o batizando dá um dos passos mais importante de sua vida. Através do batismo, a pessoa estará declarando diante de Deus e dos homens/mulheres que sua opção por Cristo é pra valer. Entretanto, a má compreensão de muitos em torno deste ato de fé, tem levado os cristãos à desunião e ao preconceito – dividindo o corpo em vez de unir; derribando em vez de edificar; excluindo em vez de ajuntar o povo de Deus.
A palavra Batismo pode adquirir muitas definições (novo nascimento; regeneração; inserção no Reino de Deus; lavagem de pecados, etc). Ficar preso apenas numa das definições é arriscado, pois coloca em risco a profundidade do termo. Nós cremos que é a busca por uma total compreensão deste símbolo de fé que garante a sua real interpretação, evitando assim as constantes discussões, divisões e contendas entre o corpo de Cristo. Vejamos algumas definições sobre o significado do Batismo e sua finalidade:
Em primeiro lugar, Batismo é um símbolo de fé: a palavra símbolo (simbalu) no grego significa “lançar as coisas de forma que caiam ordenadas; a palavra também pode ser definida como aquilo que une em si”. Símbolos não podem ser definidos. Definir significa colocar limites, e, quando colocamos limites nos símbolos, eles perdem sua força e sentido. O Batismo é um símbolo de unidade do povo de Deus, ou seja, a vida da Igreja gira em torno deste ato de fé e aceitação da graça de Deus: “Quem crer e for batizado será salvo” (Mc 16. 16). Quando o símbolo fica preso, ou limitado numa única interpretação/definição absolutista, ele perde o seu poder de união (simbalu). Neste caso, prender o Símbolo do Batismo numa única interpretação ou fórmula, significa exauri-lo do seu poder e força de ação; significa também correr o risco de limitar e privar a muitos(as) da graça de Deus.
Uma igreja que adota ou defende somente o batismo por imersão, por exemplo, como o único e verdadeiro sinal de fé, questionando e desacreditando das demais formas, terá de excluir da graça de Deus muitos idosos, inválidos, enfermos, etc., pois a maior parte destas pessoas não têm condições de ir a um rio ou entrar numa piscina ou tanque para receberem o sinal da fé que salva. Seria Deus tão cruel a ponto de criar um meio de salvação que é excludente? Logo, quando se reconhece que o Batismo é um símbolo de fé, não importa a forma como o mesmo é realizado, o que vale é o conteúdo da fé daquele(a) que está sendo batizado(a). “Quem crer e for...” a fé vem sempre antes do ato.

Batismo de Crianças

A Igreja Cristã começou no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo foi dado aos discípulos de Cristo (At 2:1-4). Neste dia o apostolo Pedro anunciou o evangelho e chamou seus ouvintes ao arrependimento, à fé em Cristo e ao Batismo, disse-lhes que estas promessas eram para os crentes e seus filhos (At 2:38-39). As pessoas que se convertiam eram batizadas com toda sua família: Paulo batizou Lidia e sua família (At 16:15), o carcereiro e todos os seus (At 16:32-33) e a família de Estéfanas (1Co 1:16).
No ano 215, Hipólito escreveu: "batize-se primeiro as crianças, e se elas podem falar, deixe-as falar. Se não, que seus pais ou outros parentes falem por elas" (Tradição Apostólica 21,16).
As igrejas cristãs que descendem da reforma do século 16 batizam crianças recém nascidas criadas por pessoas crentes. Entre estes estão os Luteranos, Anglicanos, Presbiterianos, Metodistas e Igreja do Nazareno.
No século 16 surgiu um movimento de reforma radical (Fundamentalista), cujos participantes se tornaram conhecidos como anabatistas, batizando apenas capazes de dar uma afirmação pessoal da fé e, portanto negando o batismo às crianças recém-nascidas. Entre as igrejas que jamais batizam crianças recém-nascidas estão: os batistas, a maioria das igrejas pentecostais e os adventistas. As Testemunhas de Jeová e os Mórmons também não batizam crianças.
Estas igrejas fazem, no máximo, uma mera apresentação das crianças durante uma reunião da igreja. Baseiam esta cerimônia no fato de José e Maria terem apresentado o menino Jesus no Templo, mas se esquecem que Jesus também foi circuncidado ao 8º dia (Lucas 2:21-24). Na Nova Aliança o batismo, que substitui a ―circuncisão‖ (Cl 2:11-12), incorpora a pessoa ao povo de Jesus, a igreja (Gl 3:27-28).
Para as igrejas históricas ―Os que se negam o batismo às crianças cometem um grave erro, não permitem a milhares de pequeninos terem uma família e lar espiritual.‖
Raciocinam:
1. A Igreja é a comunidade dos discípulos, o povo de Deus da Nova aliança, a família da fé, o corpo de Cristo e a Noiva pela qual Cristo morreu para que pudesse santificá-la e purificá-la (Atos 6:2; Gálatas 6:10; Efésios 1:23; Efésios 5:25-26).
2. É através do batismo que a pessoa é consagrada em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, se torna um discípulo e recebida como membro na igreja (Mateus 28:19; Atos 2:41).
3. Logo, a criança que não é batizada não é membro da igreja de Cristo, portanto não tem uma família nem um lar espiritual; é apenas um visitante ou freqüentador da igreja.
No que diz respeito à Salvação as crianças não correm qualquer perigo se não forem batizadas. Bastava lembrar-lhes a palavra de Jesus: ―Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus‖ (Lucas 18:16); ―Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor‖ (Mateus 21:16); ―Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou‖ (Marcos 9:37).
O batismo infantil é apenas a expressão dessa realidade. Jesus recebe as crianças no seu Reino e na sua igreja. A mera apresentação não expressa esta realidade, aquela criança não é reconhecida como parte do povo de Deus. Só o batismo incorpora ao povo de Jesus, a igreja Cristã.
Criança sem batismo é criança sem igreja, criança sem igreja é criança sem lar e família espiritual.
batizadoCiente destas verdades as igrejas históricas recomendam aos pais cristãos que apresentem seus filhos e menores sob sua guarda para serem batizados no primeiro mês após o nascimento. Neste ato eles assumem o compromisso educar as crianças ―com a disciplina e os ensinamentos cristãos‖ (Efésios 6:4). Encorajamos os que foram batizados na infância a fazer a Profissão de Fé, que é a cerimônia em que, com consciência, confirmam o batismo recebido na infância.
Nas Igrejas da Comunidade Metropolitana, as comunidades são livres para celebrar ou não o Rito de Batismo de crianças, pois entendemos que o Rito é apenas a celebração de algo que já é realidade na vida da pessoa. Quando um casal deseja batizar seu filho e a comunidade local celebra o batizado, este é apenas a celebração daquilo que já é fato.
A criança é filho ou filha querido de Deus e de seus pais ou mães e já são desde o seu nascimento ou adoção recebidos na comunidade de fé como membro legitimo. O batismo então é apenas a celebração deste acolhimento.
Fonte: http://www.icmsp.org/icm/