Os EX-EX-GAYS


QUEM SÃO OS EX-EX-GAYS?
Ex-ex-gay é um termo utilizado para denominar aquelas pessoas que, por algum tempo diziam ter conseguido a cura para sua homossexualidade através de terapias religiosas ou de outro tipo, quando se autodenominam ex-gays, mas que, numa terceira etapa, voltam novamente a assumir sua a homossexualidade, quer de forma volutária ou após revelações feitas por terceiros.
O cidadão estado-unidense Wayne Besen, que passou oito anos ocupando um cargo de liderança na organização de ex-gays, Exodus International, é um dos mais notáveis exemplos de uma pessoa ex-ex-gay.
Alan Chambers, antigo porta-voz da Exodus também veio recentemente a público afirmar que as práticas
 da organização não funcionam, tal como já tinha feito anteriormente o fundador da Exodus, Michael Bussee.
Tais terapias geralmente são oferecidas por organizações cristãs protestantes e são apresentadas não como terapia propriamente dita, mas como conselho religioso. No entanto, são consideradas ilegítimas pelos órgãos profissionais de saúde mental do Brasil, dos Estados Unidos, e de vários outros países ocidentais.
O terapeuta e professor de psicologia clínica da Universidade da Basiléia, na Suíça, Udo Rauchfleisch, afirma que a verdadeira orientação sexual da pessoa, com seus sentimentos entrelaçados, com suas fantasias eróticas e sexuais, assim como com suas preferências sociais, não permitem modificação.
Ao mesmo tempo, existe uma variedade de organizações religiosas minoritárias pertencentes ao cristianismo que praticam uma aceitação plena de pessoas homossexuais, lésbicas, bissexuais e trans em seu meio, onde a sua orientação sexual e identidade de género é declaradamente aceita e é celebrada como uma dádiva divina e onde são celebradas uniões de pessoas do mesmo sexo.
Porta-voz da Exodus, controvesa ONG americana que tenta converter gays em héteros, declara que ainda é gay
Por Gustavo Vinagre
Exodus Internacional é um grupo dedicado a converter gays em heterossexuais, através, de acordo com eles, "do poder de Jesus Cristo". Agora, um dos porta-vozes do Exodus, Alan Chambers, dos mais conhecidos ativistas anti-gay - ele próprio um "ex-gay" - acaba de revelar que mesmo depois de anos de intensa terapia religiosa, não conseguiu curar sua, digamos, viadice.

De acordo com o jornal americano 
Los Angeles Times, durante uma conferência na Concordia University, nos Estados Unidos, Chambers disse que não celebraria mais o fenômeno ex-gay e declarou, inclusive, que nunca encontrou um ex-gay em sua vida. Declarou ainda que, apesar de ser casado e ter filhos, ainda tem que controlar sua "tentação homossexual". "Não há maneira de mudar completamente", disse Chambers.
Chambers não foi o primeiro "ex-gay" a questionar o controverso tratamento. Michael Bussee, que fundou o Exodus, apaixonou-se por outro "ex-gay" e declarou ao LA Times que está acontecendo uma mudança no mundo teológico e médico, "algo positivo", disse ele. A matéria do jornal diz ainda que 42% dos americanos acreditam que a homossexualidade seja inata, ou seja, não poderia ser revertida.

No entanto, apesar de Bussee não se dedicar mais a "curar gays", agora desenvolve coisa parecida: terapias para "ajudar" gays a controlarem seus desejos, mesmo que seja necessário, para isso, viverem no celibato. Para ele, é um direito de seus clientes tentarem impedir os desejos, uma vez que não estão satisfeitos com eles.

O professor da reconhecida 
Columbia University, David Spitzer disse: "Já que a homossexualidade não é uma doença mental, receitar uma mudança de comportamento não é correto. Contudo, ninguém pode tirar o direito das pessoas de fazerem esforços em mudar seus comportamentos, se não estiverem felizes consigo mesmas." 
* Matéria do Mix-Brasil
www.mixbrasil.com.br