Em referendo polêmico, Croácia proíbe casamento gay


A maioria dos cidadãos Croatas decidiram neste domingo que a Constituição do país deve definir o casamento exclusivamente como a união entre um homem e uma mulher, em um em referendo proposto por uma associação católica e que foi tachado de discriminatório pelos homossexuais.

     A votação sobre a proposta de reforma constitucional que confirma que apenas os heterossexuais podem se casar foi aprovada com 64,84% dos votos a favor e 35,56% contra, segundo os primeiros dados oficiais com 25% dos votos apurados.

      Segundo os dados preliminares da Comissão Eleitoral, a participação de cidadãos aptos a votar foi inferior a 40%. No entanto, a legislação atual estabelece que basta uma maioria simples de votos a favor, independentemente do índice de participação, para validar o resultado.

      Após votar contra a exclusividade do casamento a heterossexuais, o primeiro-ministro croata, o social-democrata Zoran Milanovic, declarou hoje que "infelizmente não pôde ser evitado o referendo sobre o casamento, por mais triste que isso soe".

      O governo qualificou como homofóbica a realização da consulta, convocada após uma associação católica conseguir 740 mil assinaturas.